Cidadania

Um terço das estações de trem em SP sofre com falta de acessibilidade

Um terço das estações da Linha 8-Diamante da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) não tem acessibilidade para idosos, pessoas que usam cadeiras de rodas ou com mobilidade reduzida.

R7 esteve nas 22 estações da linha 8 (Diamante), que liga o bairro de Amador Bueno, em Itapevi (Grande São Paulo), ao centro paulistano, e constatou que, do total, seis não contam com elevadores: Sagrado Coração, Santa Terezinha, General Miguel Costa, Comandante Sampaio, Imperatriz Leopoldina e Lapa.

A reportagem também apurou sobre as condições de acessibilidade nas 14 estações visitadas da Linha 7-Rubi, de Francisco Morato (Grande São Paulo) ao bairro da Luz (centro de São Paulo). Sete estações não são totalmente acessíveis para pessoas com dificuldades de locomoção.

No total da companhia, de acordo com os dados oficiais, a situação é parecida com as estações visitadas pela reportagem: 37% não têm acessibilidade.

Segundo a assessoria de imprensa da CPTM, “das 94 estações, 59 já são acessíveis. Até o fim deste ano, mais seis já contarão com os itens de acessibilidade e o compromisso é que até 2020 todas estejam acessíveis”.

Segundo o artista, além das estações sem acessibilidade, é comum se deparar com "elevadores quebrados, esquecimento da chave que liga o elevador, ausência de força de vontade para facilitar e amenizar o sofrimento corriqueiro da pessoa com deficiência".

 

Moysés afirma que o serviço da CPTM "é precário e sem fiscalização de uso", o que demonstra, segundo ele, que "a maior deficiência não é física, é social".

Para o advogado Mauricio Nalin dos Santos Ferro, presidente da comissão de Mobilidade Urbana da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo), “não há nenhuma dúvida que todas as estações devam ser acessíveis”.

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